Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

riscos_e_rabiscos

.

.

* Os meus "nerves"..."

... toldam-me completamente as ideias, o meu raciocínio lógico, a voz e a articulação da fala.

 

É verdade, sinto-me uma autêntica tolinha!e depois é ver-me a ver figurinhas nos CTT, por exemplo, onde nem era capaz de dizer que queria um impresso para aviso de recepção!

 

É o "papel cor de rosa"... "ah, o impresso para correio registado com aviso de recepção...". Pois.

 

Os neurónios pifaram de vez ou ainda é só ameaça?

silly.jpg

 

 

* Já excedi o limite."

sil.jpg

 

Há dois dias que sou bombardeada com mensagens completamente desconexas. Têm sido em catadupa, fora e durante as aulas, como se eu não tivesse mais nada que fazer ou em que pensar. Devido ao teor delas e vindas de quem vêm, não posso ser dura e nem mal educada na resposta. Aliás não gosto de o ser em ocasião nenhuma. E por este motivo, quando chego a um limite, prefiro remeter-me ao silêncio. Se continuo a responder, continuo a dar azo a mais mensagens do mesmo teor ou pior.

 

A cereja no topo do bolo chegou esta tarde com uma insinuação forte e inverdadeira implícita. Atingi o limite de resposta permitido pelo meu bom senso e não disse mais nada. Afinal o silêncio também é resposta mas só os inteligentes sabem entender.

{ Caiu-me o queixo! }

Um professor titular de uma determinada escola, mandou um recado pelos alunos aos pais por causa dos exames de 4º ano que se aproximam: tomar Valdispert para acalmar os nervos.

 

Pergunto, há necessidade de crianças tão pequenas estarem a tomar seja o que for para acalmar os nervos para uma prova que é mais uma ideia mirabolante do ME e que, no fim das contas, não tem assim tanta importância? Não seria muito mais adequado relevar a importância do exame, fazer um trabalho de tranquilização com os alunos, explicando que o exame é apenas um teste igual aos outros e que ali devem apenas fazer o seu melhor para mostrar o que aprenderam?

 

Se com um exame de 4º ano os miúdos atacam no Valdispert, quando chegarem à faculdade e, aí sim, fizerem exames importantes que podem condicionar a sua vida  e terem um ataque de nervos legítimo, vão tomar o quê? Uma heroínazita ou cocaína?

 

Ha coisas completamente surreais, como é o caso desta situação. Acreditem que quem devia tomar trezentas caixas de Valdispert era este professor!

Como reagiriam se recebessem um "recado" destes?

Balanço da Semana.

Já devem ter reparado que eu ando muito jururu (*). Já comecei as aulas mas antes do início destas, tive reuniões com as escolas para definição de regras e normas. E conforme ia às reuniões, o desânimo apoderava-se de mim. As turmas são péssimas, os miúdos não gostam de inglês, o ensino/aprendizagem muito deficiente. O cenário é bastante escuro para não dizer negro.

 

Mas o que aconteceu nestes cinco anos, que estive fora das AECs na escola pública, para estarem neste estado? Na altura em que estas actividades arrancaram, a ministra da altura (Maria de Lurdes Rodrigues) até tinha como ponto de referência a nível nacional a minha cidade de tão bem que as coisas estavam a correr.

 

Temos de fazer omeletes em ovos e o ensino é desigual entre escolas. Continua-se a não poder tirar fotocópias, nem imprimr nada e ainda por cima os miúdos deixaram de ter manuais. Querem que façamos jogos e "brinquemos" com os alunos. Antes de conhecer as minhas turmas todas, andei a tremer nas bases, completamente apanhadinha pelos efeitos secundários dos nervos.

 

Como se não bastasse tudo isto, o meu Bóbi vai mesmo ter que ser operado. é mais uma situação para me fazer andar nervosa e ansiosa. E preocupa-me não ter carro para levar o cão até ao vet. Não pode ir a pé porque com o calor - e o facto de estar com calor - não pode levar anestesia geral porque pode causar um enfisema pulmonar. 

 

Depois vejo estas injustiças todas que estão a contecer no nosso país e que me atingem como facas afiadas. 

Quero andar para a frente, trabalhar, desenvolver-me, progredir, evoluir, seguir com o meu projecto Lovely Things para a frente mas parece que tenho umas amarras que não me deixam avançar, que me prendem à base.

 

Não perco a Esperança mas desanimo, tenho fases em que me sinto mais em baixo. Esta é uma delas.

 

(*) Pessoa que demonstra uma apatia, um desânimo.


P.S. - Assim que conseguir controlar estes nervos e ansiedade, respondo aos vossos comentários, volto a comentar-vos e a dar-vos a atenção que merecem. I promise!

Estou indignadíssima!!!

Então não é que o anormal do administrador do prédio da minha mãe teve o desplante de vir tocar à porta dizer que lhe tinham feito queixa de que aqui cheirava a cão?!?!

 

Obviamente que tem que cheirar a cão, mora aqui um!!! Mas eu sei quem fez queixa... foi a cabra da gaja que lava aqui a escada que está sempre a dizer mal de tudo. E o cão não a grama e sempre que ela está a lavar a escada ele põe-se alerta e assim que ela toca na porta, ladra-lhe.

 

Que pena não ter sido eu a abrir a porta. Foi a minha mãe quem lá foi e eu não me apercebi da conversa, senão tinha lá ido discutir, levava uma corrida que se faz favor! Ter a lata de vir aqui INCOMODAR-NOS de propósito por causa disto? Fokas! É preciso ter meio metro de altura e dois de estupidez, como é o caso do administrador. Cheira-lhe a cão e não lhe cheira aos gatos que as minhas vizinhas têm, que por acaso são mais de dois?

 

Caso não saiba, da porta da rua para dentro ninguém tem nada a ver com o que se passa aqui, chama-se a isso domínio privado. Desde que não viole a lei, ninguém tem nada a ver com isso. Estou possessa!!! Com um nó enorme no estomago dos nervos com que estou!

 

P.S. - Esqueci-me de dizer duas coisas: 1º as janelas estão todas abertas dia e noite; 2º o anormal ainda deixou uma "ameaça" à minha mãe: "veja lá isso..."

Com os nervos em frangalhos.

Recebi um email da direção da escola a dizer que quer falar comigo por causa da minha disciplina. Assim, a seco, sem cumprimentos ou assinatura. Isto foi o suficiente para me arrasar com os nervos e com o dia. E para me deixar a tremelicar até ao dia da conversa. Devem vir aí críticas sem nexo, coisas comezinhas que só ali se admitem. Sinto-me com o estomago embrulhado e como se tivesse lavado um soco. 

{#emotions_dlg.confused}

Começo de semana para esquecer...

Comecei a semana feita num oito. Acordei com um cansaço enorme em cima, parecia que tinha sido atropelada por um camião. A custo levantei-me, fiz a minha higiene, bebi um café - que se entornou metade na mesa aquando da sua feitura - pus uns palitos nas pálpebras e comecei a labutar... em "modo caracol".

 

Lá fui arrebitando ao longo da manhã, até porque hoje tinha de fazer o almoço porque a mãe foi com o mano para o médico porque estava com uma crise de asma. Então, tive de fazer o meu almoço e o do meu pai. Apesar do "modo caracol", consegui comer a horas e despachar-me para ir para a escola.

 

Os miúdos andam já fartos da escola e este tempo de ora aquece, ora arrefece, parece que os deixa ainda mais impacientes. E não são só eles mas isto não era para dizer...

 

Numa das minhas turmas, tenho um miúdo ara o qual já esgotei a minha paciência. Os pais não querem saber, a mim começa a ser-me indiferente e a direcção da escola, já sabe como não funciona aquela família e está conivente comigo.

 

Hoje enervei-me. O miúdo não respeita nada nem ninguém. Passo as aulas a ouvir queixas dos colegas que o tal miúdo não os deixa trabalhar e nem concentrar porque está sempre a falar com quem estiver à volta ou a falar sozinho. E eu percebo os outros. Como se pode aprender se há alguém sistematicamente a perturabar a aula? E que eu mando calar, que mudo de lugar, que coloco sozinho numa mesa, que ameaço com castigos, que lhe digo que vai para a direcção até os pais virem e nada faz efeito?

 

Anteriormente, tratei o miúdo de outra forma, tentei apelar-lhe ao coração, fechei um pouco os olhos a certas coisas porque tinha pena dele, pois ninguém gosta dele e porque a professora titular era um carrasco para ele. Não gostava de ver aquilo. Não achava que fosse correcto.

 

Mas o miúdo ao longo do ano foi fazendo tantas, demonstrando que desconheces o que é respeito, regras e ser social que a paciência esgota-se. E ainda mais se esgota quando os pais não querem saber. E eu não sou mal paga para aturar gente mal educada, sou mal paga para ensinar. Se a professora titular não consegue fazer nada dele e está quase todo o dia com ele, não sou eu que em micro aulas consigo fazer milagres. Tenho nome de santa mas não faço milagres. Nem a direcção consegue fazer o que quer que seja do miúdo, nem dando-lhe castigos (retirando-lhe aquilo que ele gosta de fazer). É um caso grave de indisciplina e de pais que não querem saber. Dizem as más linguas que o miúdo foi expulso da outra escola particular de onde estava. E eu até acredito.

 

A minha aula seguinte foi teste e eu pude comprovar que os putos não estudaram nada. Devem estar cá uns testes!

 

Em suma, com isto tudo e mais alguns salpicos de outras coisas, cheguei a casa com uma dor de cabeça de morte!

Um mau dia para perdê-lo.

Mais uma semana, mais uma segunda-feira. Agenda para hoje: reunião geral seguida de almoço.

 

Depois de uma noite mal dormida, levantei-me cedo, preparei-me e fui para a reunião devidamente equipada, que é como quem diz com caneta, caderno e... máquina fotográfica... just in case! :)

 

Tratados os assuntos da alma, isto é, da reunião, fomos tratar de assuntos do corpo, ou seja, fomos tratar de rechear o estômago. A não ser dois dissidentes, todos fomos degustar um belo Cozido à Portuguesa (mas faça-se jus à minha mãe, o dela é faraway better a million times!!!).

 

Depois dos assuntos internos tratados, foi sugerido que se fosse a algum lado. A ideia até era boa. Mas onde? Decidiram ir jogar matrecos. Thanks, but no thanks! Não desgosto mas não é a minha onda e tinha coisas muito melhores para fazer. Aproveitei a boleia de uma auxiliar que, por acaso, até mora mais acima de mim e que me poupou uma hora em trajectos de autocarros, e vim para casa.

 

Vinha cheia de calor e começei a "desequipar-me". pronta para relaxar um pouco. Tiro a minha garrafa de água da mala e jogo a mão à bolsinha do telemóvel para o tirar da mala. Hã? Onde está? Vasculhei a mala, virei o forro do avesso, procurei nos bolsos e nada! Ai a minha vida...!!! Liguei para o meu telemóvel, ainda assim não estivesse em silêncio. Nada de tremeliques... Onde estaria o raio do telemóvel?!

 

Refiz todo os meus percursos, revi todas as vezes que mexi na mala e no telemóvel e cheguei à conclusão que roubado não tinha sido. Tinha uma certeza de 99.9%. É que se o tivesse sido, já estaria desligado há muito. Mas onde estaria? Só poderia estar na escola ou no restaurante.

 

Voltei a "equipar-me", peguei na mala e rumei à escola. Antes de chegar à escola, entrei no restaurante. Nada tinha sido aí encontrado. Também achei que não seria, já que a mala tinha ficado entalada entre a minha cadeira e a parede e com os fechos virados para mim.

Dirigi-me à escola. Assim que lá chego vejo a Dona J. sentada no muro. Esquisito. Ela chama-me "ó Ticha...!" e eu vou até junto dela. Explica-me, então, que estava ali sentada porque ia entrar às 3 horas mas que não estava ninguém na escola. A Dona T. tinha saído mais cedo e como a Dona J. tinha chaves mas não sabia desligar o alarme novo, ficou sentada no muro à espera que alguém chegasse. É que ninguém lhe disse que, hoje, não haveria crianças na escola, só a reunião.

 

Resultado: sentei-me no muro com a Dona J. à espera que viessem as outras duas senhoras da limpeza que entravam às 5.30h. Fez sol, fez chuva, sentei-me, levantei-me, andei para trás e para a frente e nisto se passou uma hora. Passava toda a gente por ali menos quem devia. E eu, dos nervos, já só me estavam a passar coisas parvas pela cabeça: quem passasse, havia de pensar que estávamos ali as duas ao "ataque", à espera que surgisse algum príncipe desencantado...lol.

 

Finalmente, chegam as outras duas senhoras da limpeza! Portão aberto, alarme desactivado e voei até à sala da reunião. Bolas! Porta fechada à chave. Corri até ao chaveiro e num estalar de dedos fiquei ao pé da porta já com a chave na mão. Benzi-me, enfiei a chave na porta, abri-a e olhei para o sítio onde tinham estado as minhas coisas e... lá estava o meu belo telefoninho, pobre e abandonado!

 

Peguei nele, fechei tudo e desci as escadas eufórica! Peguei na minha mala, desejei Boa Páscoa a todas e vim para casa. Perdi um dia inteiro com isto mas, no fim, acabou tudo bem. Só é pena a chuva e trovoada que tem estado a cair...

 

 

 

Digam lá que o Cozido à Portuguesa não tinha bom aspecto...! :)))

Chatices!

Hoje era um daqueles dias que eu não me devia ter levantado da cama. Nem sequer mexer um dedinho ou pestanejar. A sério!

 

Tive de me levantar mais cedo porque hoje começou o inglês pré-escolar na pinguinolândia. Até aqui tudo muito bem. ao mesmo tempo que sorvia um café, acendi aui o meu amigo pimpo (entenda-se computador) para imprimir umas coisas. Ao contrário do que faço sempre, resolvi ir ver o meu mail do Moodle. Mas quem me mandou a mim seguir o meu instinto?!

 

Cheguei lá tinha um mail a dizer que uma mãe tinha feito queixinhas que não tinha visto alguns recados na cadernete e não tinha sabido das datas dos testes do menino. Isto relativamente ao ANO PASSADO!!!!!!

Vocês acreditam nisto? Le veio o ano passado a fazer queixas e a mandar recados na caderneta que o menino se "esquecia em casa" propositadamente. disse à profe titular e ao director. Que mais podia fazer? Já agora ir lá a casa buscar a caderneta? E assinar pela mãe? Não?

 

Passo-me com estes encarregados de educação que se estão a c@gar para o que se passa na escola com os filhos e só quando se diz que o menino se não trabalhar mais chumba o ano, é que acorda para a vida. Fónix! Ainda por cima esta é mesmo parvalhona.

De hoje em diante, vou colocar tudo e mais alguma coisa no Moodle. E sempre que mandar um recadinho na caderneta, vai um também via Moodle. Fokas! Tou mesmo irritada!

 

A caminho da pinguinolândia, apanhei todo o trânsito e mais algum que existia em Lisboa e todos os semáforos ficaram vermelhos aquando da minha passagem. Conclusão: fui em passo de procissão, o que me lixou bastante bem lixada pois perdi o autocarro! Fokas! O que aconteceu é que tive de engolir literalmente o eu almoço para poder ir dar aulas. sim, porque segundo a pinguim-mor, não tenho direito a almoçar lá...

 

Ao entrar na pinguinolândia, encontro a pinguim-mor a quem peço uma lista das crianças do pré-escolar. É que eu conheço dois ou três só. Sabem que resposta me deu? "Tens aí no placard..." Fokas! Fokas! E mais fokas! Então não é da competência dela dar-me a lista dos alunos?!?! Custava-lhe muito imprimir ou tirar uma cópia? Fokas!

 

Pra terminar, tenho os meus dedinhos dos pés a guinchar. Detesto este tempo que não é carne nem peixe. Como estava a chover levei sapatos fechados, o que foi uma grande asneira. Os meus pés não estão preparados nem fisica nem psicologicamente preparados para andar presos em traineiras. E se fosse dentro de botas, como já vi algumas pessoas? Já não tinha pés...

 

Tenho a minha mãe a buzinar-me os ouvidos a perguntar o que quero para o jantar. Para não ser esquisita, eu digo que como qualquer coisa. Depois diz-me que só tem isto e aquilo e o outro. Então faz aquilo. Mas se fizer aquilo, o não-sei-quantos não gosta, blá, blá, blá... Conversa tipo pescadinha de rabo na boca, tão a ver? E aproveita para me picar ainda mais os miolos... Fokas!

 

Agradeço que não me venham chatear mais com  m€rdinhas sem importância, senão não me responsabilizo pelos meus actos!

Fokas! Fokas! E mais fokas!